quarta-feira, 18 de novembro de 2015

De olhos fechados mas alma aberta

Sou do tipo que quando sorri os olhos ficam pequenininhos... não, não fecho meus olhos, continuo enxergando. Mas nas fotos parece que estou de olhos fechados.
Na vida "real", eu não percebo que estou com olhos fechados, talvez porque neste momento estou enxergando com os olhos da alma.
Sorriso verdadeiro, olhos fechados, alma aberta! Esta é a vida! Esta sou eu!

domingo, 15 de setembro de 2013

Filme bobinho?!

Nunca mais, eu disse NUNCA MAIS, assisto um filme achando que ele será bobinho, algo leve para "só" passar o tempo. O que aconteceu com este tipo de filme?
Fui traída pela industria cinematográfica americana. É assim que me sinto, hoje, algumas horas após ter assistido um filme que inicialmente escolhi assim...julguei pelo nome, classificação e afins, que seria "bobinho". Mas boba foi eu... boba eu me tornei, ao chorar feito um bebe assistindo aquela porcaria enlatada.
Ta, o filme não era ruim. E ta longe de ser um filme realmente tocante. E acho que justamente por isto que me senti uma boba e traída! Ele tocou em algo... e tenho ideia do que seja... Pior que sei que não dá para desejar que o tempo voltasse, porque sei que provavelmente não teria coragem para fazer o que devia ter feito igual há alguns anos. Mas poxa, eu queria a chance de poder tentar... ao menos a chance de poder contar para ele que na verdade eu fui covarde, muito covarde!
Droga de filme bobinho!

domingo, 13 de janeiro de 2013

Ao som de creep - Radiohead

E quando tudo perde o sentido, o que se faz?
Foi o que ela me perguntou e eu não soube responder.
Ela estava cansada da vida que tava levando. Ironicamente cansada porque estava trabalhando naquilo que buscara durante muito tempo, mas devido o pouco retorno financeiro se questionava se era isto mesmo que queria para sua vida.
E se fosse outra coisa? Se tivesse seguido outro caminho? Esta pergunta a lembrou que ainda dá tempo de buscar outra coisa. Será que dá mesmo? Depois de tanto investir num caminho, vale a pena buscar outro?
Talvez o caminho seja o certo, só falta conseguir melhor valorização. E que talvez ainda não conseguiu porque ainda está no início da caminhada. Pensar assim a acalmava, mas ainda ficava um pouco de sensação de não estar usando toda a sua capacidade. Ela havia visto uma reportagem sobre profissionais que faltam no mercado de trabalho e achou algumas destas funções bem interessantes.
Ela já sentia aquele formigamento de um novo desafio. Mas olhando a sua volta, na realidade a única coisa nova era o calendário de um novo ano.
Calma garota! A vida não é feita só de começos. A vida é feita de continuidades também!
Se aquieta (existe esta palavra?)! Como vai conseguir colher os frutos que quer, se não espera eles crescerem? Tens que aprender a esperar e a ter prazer em ver as sementes brotarem também. E não somente no desbravar de um novo território e na plantação.

Escutando suas indagações o que ficava era que ela se questionava sobre suas escolhas. Estava com muitas saudades de um amigo que havia perdido contato a certo tempo. Lembrava dele com carinho. Um daqueles caras estranhos que só ela via um cara bacana. Acho até que para ela se mostrava um cara bacana. Para os outros ele se escondia atrás de sua timidez.
Timidez dos dois. Ela não entendeu os sinais dele e o deixou escapar. Como ele não era claro, na época ela escolheu um outro que era mais claro.
Fez a escolha errada. Hoje ela sabe.
Hoje ela sente saudades dele.
Talvez porque o aniversário dela está se aproximando. E ele foi o único cara que lembrava de ligar pra ela neste dia. E ela sabe que este ano, assim como no ano passado, ele não ligará.
Ela tentou uma aproximação... mas pelo sinal que ela teve, percebeu que a fila andou para o lado dele. Perdeu um cara legal! Talvez o único cara legal que já se interessou por ela.
No fundo ela sabe que teve seus motivos para não investir na época. Era ex de um amiga e ela leva amizades muito a sério. Pior é que sabe que esta "amiga" não faria isto por ela. Na verdade, nem amigas mais eram... ela teve outros motivos também, mas o maior foi não ter entendido os sinais e ser insegura.
Insegurança numa mulher é terrível! A condena a fazer péssimas escolhas, porque escolhe o "mais fácil". Escolhe o que não precisa se arriscar, se mostrar... e de repente, mostrar que caiu, que errou. Por medo de mostrar seus erros, acaba errando.
E assim ela ia...associando questionamentos sobre as escolhas amorosas com as profissionais... será que tava errando em tudo?
É... hoje não foi um dia fácil para ela. Talvez amanhã, sendo um outro dia, tudo mude. E a vida volte a ter sentido.

"But I'm a creep, I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here"

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ufa, foi

Confesso que tive uma sensacao de alivio, daquelas que soh se sente qdo finalmente se sente livre.

sábado, 28 de abril de 2012

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.” (Clarice Lispector)

sábado, 14 de abril de 2012

Um giramundo como eu :)

Acordei com esta música na cabeça... e neste ritmo seguirei meu findi!

"se caminhando eu encontrar alguém que pensa como eu, será o fim desta estrada, e finalmente irei parar. Contando os dias esperarei e de passo em passo eu procurarei e acharei...um giramundo como eu!"

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Minha vida sem mim...again!

Estou assistindo pela quinta vez o filme "Minha vida sem mim". Desta vez assisto com os alunos de uma das turmas do técnico em enfermagem. A proposta é assistir para abrir a discussão sobre o tema da "morte".
Um profissional da saúde deve estar preparado para lidar com a morte dos pacientes. Porém, só conseguirá lidar de forma adequada com a morte de um paciente quando conseguir lidar com a própria finitude, com a impotência diante de coisas que extrapolam e nos esfregam na cara o quanto somos seres limitados, apesar de insistirmos o tempo todo em negar isto.
Vivemos como se não fossemos morrer nunca. Deixamos para trás coisas importantíssimas e só nos damos conta disto quando encaramos o limite de frente. É algo paradoxal! O não encarar o fato de que vamos morrer, nos impede de viver de fato cada momento da vida.
Ano passado, após assistir este mesmo filme, pedi para os alunos (outra turma) fazerem uma lista de coisas que gostariam de fazer antes de morrer. Uma aluna, muito sinceramente, disse "não faz sentido eu fazer isto, são coisas que não vou fazer agora, só daqui muito tempo". E eu perguntei "por que? É justamente isto que quero que vocês façam... que pensem e assumam a responsabilidade pela vida de vocês! Por que deixar para depois? Tu tem certeza que tu tem todo este tempo que ta falando?E se tu, agora ao sair da escola, sofrer uma acidente? Não deixa para depois o que tu colocaria na lista! A menos que sejam coisas impossíveis de fato. Neste caso reveja teus sonhos..."
Enfim, uma pequena dinâmica para acordá-los para a vida. De fato, todo mundo precisa disto. Até eu! E por isto que estou aqui assistindo pela quinta vez este filme... hoje, diferente da primeira vez, não tenho mais 24 anos como a protagonista... logo, minha atenção se focará em outras partes... vamos ver no que hoje ele me tocará! :)